Os preços dos hortifrutigranjeiros voltaram a disparar ontem em Londrina. Na ‘pedra’, local destinado à comercialização dos produtores da região na Ceasa, a caixa da vagem aumentou de R$ 22 para R$ 28; a do tomate passou de R$ 10 para R$ 15, a do chuchu foi de R$ 16 para R$ 28, o brócoli saltou de R$ 15 para R$ 20, o pimentão de R$ 10 para R$ 15 e, o alface (18 pés) de R$ 10 para R$ 18.
No último final de semana, os preços haviam começado a diminuir. A nova alta de ontem mostrou que praticamente não restaram legumes e verduras nas plantações da região, segundo Paulo Roberto Zaparolli, gerente administrativo da Associação Norte Paranaense de Horticultores (Apronor).
Cerca de 140 produtores foram ao Ceasa ontem. A média diária é de 320 produtores às terças-feiras e às quintas-feiras, principais dias de comercialização. ‘‘Amanhã, o número deve cair para 100 produtores’’, previu Zaparolli. ‘‘Só sobrou cenoura na região. A caixa do produto custa R$ 10, mesmo preço de duas semanas atrás’’.
Antes da geada da semana passada, a caixa de pimentão custava R$ 5, a do chuchu era R$ 5, a do brócoli era R$ 6 e, a do alface (18 pés), custava R$ 3. ‘‘Ontem, os produtos comercializados na pedra não eram de primeira linha. O tomate estava murcho’’, exemplificou Zaparolli. Ele disse que alguns grandes compradores não foram à Ceasa ontem, restando apenas sacolões, feirantes e pequenos supermercados. ‘‘Os grandes já estão indo atrás de preços mais baratos em Ceasas de Goiás e Minas Gerais. Mas isso é um bom negócio por duas semanas. Por causa da lei de oferta e procura logo os preços também vão aumentar nas outras Ceasas’’.
A maioria dos legumes e verduras vendidos em Londrina está vindo dos estados de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. ‘‘Para evitar uma fuga maior de compradores, a tendência é que o mercado se estabilize a partir de agora. Os preços dos legumes e folhagens devem permanecer inalterados pelos próximos 50 a 90 dias’’, afirmou Zaparolli.

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