Os hortigranjeiros comercializados pela Ceasa de Curitiba ficaram, em média, 12,28% mais baratos em 1996 em relação ao ano anterior. A queda foi motivada pela boa oferta de produtos e pelo consumo estável durante todo o ano. Na avaliação do presidente da Ceasa, Osni de Oliveira, a inflação estável também contribuiu para a queda dos preços.
‘‘Com a inflação controlada o consumidor sabe identificar quais produtos estão tendo alta excessiva e podem optar pelos mais baratos’’, explica o presidente da Ceasa. Um dos produtos que teve o preço reduzido em 1996 foi o tomate. A caixa com 23 quilos que na última semana de dezembro de 95 custava R$ 22,00 era comercializada nos últimos dias de 1996 a R$ 7,00.
A caixa com 22 quilos de chuchu que no final de 95 era comercializada a R$ 5,00, era vendida a R$ 3,00. A banana caturra foi outro produto que ficou mais barato. Enquanto a caixa com 22 quilos do produto era vendida na última semana de dezembro de 95 a R$ 5,00, no final de 1996 o produto foi comercializado a R$ 3,50.
Preços estáveis Na última semana do ano, de 23 a 30 de dezembro, os 23 itens comercializados pela Ceasa de Curitiba permaneceram praticamente estáveis com uma pequena variação positiva de 0,70%. Dos 23 produtos pesquisados, 21 permaneceram com o preço inalterado e apenas dois tiveram alta. A cenoura subiu 10%, com a caixa de 23 quilos passando de R$ 10,00 para R$ 11,00. A vagem ficou 20% mais cara. A caixa com 17 quilos passou de R$ 10,00 para R$ 12,00.
Para o início de 97, a Ceasa prevê a manutenção da estabilidade dos preços. De acordo com o presidente, Osni de Oliveira, os meses de primavera e verão têm oferta abundante de hortigranjeiros com a safra da maioria dos produtos. A previsão é que a oferta e os preços se mantenham estáveis até o início do outono.

mockup