Preços de feijão e arroz
param de subir no varejo
Mauro Zafalon
Agência Folha
Os aumentos do feijão e do arroz perderam ritmo, e os preços médios praticados pelos supermercados e hipermercados de São Paulo estão subindo menos.
Pesquisa do Datafolha, feita em 18 supermercados de São Paulo registrou
reajuste de 0,37% nos preços, contra 1,01% na semana anterior. Já nos 18 hipermercados pesquisados, os preços recuaram 0,11% nesta semana. Na
anterior, tinham subido 0,92%.
Apesar de registrarem taxas menores de reajuste, feijão e arroz continuam entre os líderes de alta para os paulistanos. Nesta semana, os consumidores encontraram o feijão com preços 4,7% maiores do que na semana anterior nos supermercados, enquanto o arroz agulhinha tipo um, ou seja, o de melhor qualidade, subiu 4,1% e o tipo dois, 3%.
A evolução dos preços do feijão nas últimas semanas nos supermercados e
hipermercados mostra que o custo do produto continua elevado, mas já com pressão bem menor. Nesta semana, a alta dos preços nos hipermercados foi de 2,6%, contra reajustes de 18,3% e 33,6%, respectivamente, nas duas
imediatamente anteriores.
Os preços do feijão estão perdendo resistência também no campo. Na
quarta-feira, a saca do produto de melhor qualidade chegou a ser
comercializada a R$ 130 no norte de São Paulo, mas ontem já tinha caído
para R$ 100.
A queda foi acompanhada no atacado e se deve à maior oferta de produto.
Cerealistas dizem, no entanto, que mesmo com melhora temporária da oferta, os produtores que têm feijão não estão aceitando menos de R$ 100 por saca. As cotações da Bolsa de Cereais registraram ontem R$ 119, em média, por saca no mercado atacadista, com queda de 7%. A pesquisa de preços do Dieese também registrou queda do produto ontem: 0,38%. O quilo recuou para R$ 2,64. Apesar dessa queda, o feijão acumula alta de 53% neste mês.
O custo de 23 itens alimentares, considerados básicos para o dia-a-dia dos consumidores, subiu 1,09%, em média.

mockup