O londrinense que precisou abastecer o tanque do carro, ontem, levou um susto. Todos os postos de combustíveis da cidade reajustaram suas tabelas para cima. O litro da gasolina passou de R$ 1,77 para R$ 2,09 e o álcool de R$ 0,89 para R$ 1,16. Quem estiver disposto a pesquisar terá como recompensa uma economia de, no máximo, R$ 0,02 por litro.
É claro que nenhum motorista ficou satisfeito com o aumento, mas nem por isso o movimento caiu nos postos. Segundo o proprietário do Posto 10 de Dezembro, Fernando Ancioto, a mudança na tabela marcou o fim de uma promoção que durou 15 dias. ''O aumento é generalizado porque houve um acordo entre as distribuidoras. O novo preço é o mesmo de duas semanas atrás. O pessoal reclamou um pouco, mas não acho que isso vai influenciar a venda'', disse o empresário, que afirmou ter recebido o aviso anteontem.
O professor Luiz Martins de Lima pretendia encher o tanque, mas mudou de idéia e colocou apenas um terço. Para ele, o litro do álcool deveria custar, no máximo, R$ 0,70 para ser compatível com o salário pago no Brasil. ''Acho que os postos deveriam, pelo menos, avisar a gente antes de mudar o preço. Pegar o cliente de surpresa é um desrespeito'', enfatizou.
O ajudante de serviços gerais Marcelo Claro de Camargo estava preparado para colocar cinco litros de gasolina em seu carro e, para isso, levava apenas R$ 10,00 no bolso. Ele trabalha no centro da cidade e mora na zona norte. Segundo ele, o carro é usado apenas neste trajeto. ''Na época em que a gasolina passou de R$ 2,30 eu usava a bicicleta para economizar'', lembra o rapaz. Para o técnico de laboratório Luiz Roberto Batista, R$ 2,00 seria um preço razoável para a gasolina. ''Eu ando a semana inteira a pé e só uso o carro no final de semana. Aceito até pagar um pouco mais desde que tenha certeza da qualidade do produto''.
Na semana passada, o presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, divulgou que iria pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ao Ministério Público que investigassem o mercado de combustíveis em Londrina. A reportagem da Folha tentou contato com representantes do Sindicombustíveis, mas não encontrou nenhum para comentar o assunto até o fechamento desta edição.

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