Preços de combustíveis começam a cair na cidade
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terça-feira, 22 de abril de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Acostumado a pagar sempre mais pelo litro dos combustíveis nos últimos anos, o londrinense está surpreso com a recente e progressiva queda nos preços dos produtos. Conforme pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre os dias 6 e 12 deste mês, o litro da gasolina em Londrina variava de R$ 2,23 a R$ 2,37 e o álcool entre R$ 1,39 e R$ 1,57. Ontem, numa rápida circulada pela cidade, a reportagem da Folha encontrou postos vendendo gasolina a R$ 2,16 e álcool a R$ 1,37. A disputa com os concorrentes é a resposta oferecida por todos os comerciantes.
Segundo o gerente do Posto Quebec, Ronieverson Doino, há 30 dias o litro da gasolina na bomba era R$ 2,35 e hoje é R$ 2,19. ''A gente vem diminuindo a margem de lucro para não perder clientes'', justificou Doino ao citar um ganho de, aproximadamente, R$ 0,15 por litro de combustível comercializado. Para a gerente de outro posto, que preferiu não se identificar, a tendência é que o preço caia ainda mais. ''A estratégia é negociar com a distribuidora para não destoar dos concorrentes. O fato de não trabalharmos com uma bandeira específica nos possibilita comprar de quem vende mais barato''.
Dos quatro administradores de postos entrevistados, apenas um disse que a distribuidora reduziu o valor da mercadoria espontâneamente. De acordo com Antonio Marques, o preço litro da gasolina e do álcool tem caído cerca de R$ 0,01 desde o início do mês. Além da concorrência, ele alega que a desvalorização do dólar tem contribuído bastante. ''Nosso maior problema é a grande quantidade de postos em funcionamento. São 116 em Londrina e região para atender uma clientela cada vez menor em função da falta de dinheiro'', explicou.
Na opinião do motorista particular Joel Ferreira de Souza, há condições do litro do combustível cair ainda mais. ''Para mim, tem muita gente especulando. O negócio é pesquisar'', sugeriu Souza que acrescentou a importância da qualidade do produto. Assim como ele, o funcionário público Bruno de Oliveira e a agricultora Olga Kurashi, preferem abastecer no mesmo posto pela confiança. ''Já tive prejuízo com o conserto do carburador por causa de gasolina adulterada'', disse Souza. ''Sempre viajo pela região e Londrina é a cidade que tem o combustível mais caro'', completou Oliveira.
Segundo Adriano da Silva Dias, superintendente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), as usinas têm vendido o litro do álcool hidratado (utilizado para abastecer veículos) entre R$ 0,88 e R$ 0,90 desde fevereiro e, no momento, a mesma quantidade é comercializada a R$ 0,84. Na distribuidora Petroálcool, de Maringá, o produto vai para os postos a R$ 1,28, conforme a vendedora Maria de Lourdes da Silva.


