Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação de 0,17% no mês de agosto e ficou abaixo da taxa de julho, que foi de 0,25%. O álcool, que vem subindo sob a influência das cotações da cana-de-açúcar, teve variação de 1,58%. A gasolina teve alta de preços de 0,34%.
Pelo terceiro mês consecutivo, o grupo alimentação e bebidas apresentou queda de -0,73% em agosto. Com exceção de Belém, onde a taxa ficou estável (0,01%), o grupo dos alimentos mostrou queda nas demais regiões, chegando a -1,01% em São Paulo.
Entre os produtos que mais influenciaram o resultado dos alimentos neste mês estão a batata inglesa (-15,99%); a cebola (-11,13%); o tomate (-8,37%); o feijão preto (-6,07%); hortaliças (-6,04%); feijão carioca (-3,15%) e o leite (-3,02%). As maiores taxas positivas foram verificadas nos setores água e esgoto (2,39%), ônibus urbanos (0,36%) e intermunicipais (0,55%). Belém foi a capital onde foi registrada a maior taxa de IPCA (1,83%). O índice foi influenciado principalmente por conta dos aumentas na taxa de água e esgoto (25,54%), energia elétrica (8,21%) e ônibus urbano (7,83%).
Curitiba foi a capital com a segunda maior alta, de 0,34%. As maiores altas foram observadas nos setores de habitação (0,50%), transportes (0,87%), saúde e cuidados pessoais (0,67%), despesas pessoais (0,59%) e comunicação (0,71%). Foram observadas quedas nos setores de alimentação e bebidas (-0,44%) e vestuário (-0,14%). Porto Alegre, por sua vez, foi a única região a apresentar resultado negativo (-0,05%). Neste caso, os destaques foram as quedas nos preços de remédios (-0,96%), energia elétrica (-0,66%), alimentos (-0,44%) e vestuário (-0,38%).
O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em zero no mês de agosto. Entre as regiões pesquisadas, o maior índice foi de Belém (1,83%), enquanto Porto Alegre (-0,25%) e São Paulo (-0,26%) ficaram com os menores resultados. Curitiba apresentou a segunda maior alta, 0,18%. O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a oito salários-mínimos, sendo o chefe assalariado.

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