São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) encerrou o mês de setembro com deflação de 0,09%, a primeira queda mensal desde junho de 2006, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda foi proporcionada pela deflação de 0,97% dos preços médios do grupo alimentação.
  Entre os itens do grupo alimentação que ajudaram a determinar a deflação do mês passado, mereceram destaque os preços da batata-inglesa, que recuou 18,73% e gerou um alívio de 0,09 ponto porcentual para a composição geral do índice da FGV; e do leite longa vida, que apresentou queda de 7,31% e alívio também de 0,09 ponto porcentual.
  Outros itens importantes para a mesa do consumidor também tiveram redução de preços no período. Foram os casos do feijão carioquinha (baixa de 4,93% e contribuição negativa de 0,02 ponto); do pão francês (declínio de 0,71% e alívio de 0,01 ponto); e do arroz branco (queda de 1,96% e representação negativa também de 0,01 ponto porcentual).
  No lado das altas, o preço do limão destoou dos demais itens e apresentou expressiva elevação de 59,13%. Representou com isso 0,07 ponto porcentual de toda a inflação registrada pelo IPC-S. Depois deste item, os que mais evitaram que a deflação fosse ainda maior foram componentes fora do grupo Alimentação, como a Tarifa de Água e Esgoto Residencial, com elevação de 1,70% e contribuição de 0,04 ponto porcentual.
  Também mereceram destaque as elevações de 2,23% do preço do cigarro (representação de 0,03 ponto); de 0,65% do Plano e Seguro Saúde (contribuição de 0,02 ponto); e de 0,43% do valor médio do Aluguel Residencial (representação de 0,02 ponto).
  Para o coordenador nacional do IPC-S, Paulo Picchetti, não houve surpresa em relação à deflação registrada pelo índice da FGV. De acordo com ele, essa movimentação de queda já havia sido constatada na terceira quadrissemana de setembro, quando o indicador havia mostrado um recuo de 0,04%. ‘‘Não tivemos nada de muito emocionante entre os dois últimos períodos de apuração de setembro. O grupo alimentação teve a maior participação na queda do indicador novamente’’, comentou.
  De acordo com Picchetti, o IPC-S acumulou alta de 5,16% nos últimos 12 meses encerrados em setembro. Nos primeiros nove meses de 2008, o indicador atingiu taxa acumulada de 4,44%, segundo os cálculos do coordenador.

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