Preços das frutas sobem em Londrina
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Os preços de algumas frutas fecharam a semana em alta na Central de Abastecimento de Londrina (Ceasa). A cotação do abacate, caqui, figo e uva foi reajustada ontem, o que deve refletir no preço final para os consumidores. A explicação para o alto custo é simples: como essas frutas não são produzidas no inverno, a oferta cai o que contribui para o aumento dos preços. Outros produtos - como ameixa preta, kiwi, maçã e pêssego - tiveram redução em sua cotação.
A uva, por exemplo, foi a fruta que mais teve seu preço reajustado. Em apenas um dia a caixa de 7 a 9 quilos passou a custar mais de 100%. No varejo, a média estadual nos preços é de R$ 3,20 o quilo da fruta. Invertendo a tendência de queda - já que o Paraná ainda está colhendo a safra deste ano -, a uva fina de mesa (itália e rubi) foi reajustada ontem. Em apenas uma semana, o preço da caixa da uva itália e da rubi subiu de R$ 12 para R$ 25.
Segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado e Abastecimento, este mês termina a colheita da uva nos dois maiores pólos produtores do Paraná: Marialva e Cornélio Procópio. Em Londrina, a fruta comercializada vem da própria região, mas o abastecimento é pequeno. A colheita da uva ocorre duas vezes ao ano: entre junho e julho e no final do ano. A época de maior preço da fruta geralmente ocorre em outubro, quando o seu preço chega a dobrar.
Uma pesquisa realizada pelo governo estadual, há três anos, revelou o hábito de consumo dos paranaenses. A uva é a terceira fruta mais consumida. Ela está na casa de 68,7% das famílias. As que estão no topo da preferência são a laranja (86,9%) e a banana (86,8%).
O Paraná só é auto-suficiente na produção do abacate. O restante é produzido regionalmente mas, atualmente, Londrina está sendo abastecida pelos produtos de outros Estados.
Queda - Mesmo com a entrada no mercado do kiwi e da maçã importados, o preço das frutas está em queda. Como a cotação subiu demais, a procura por esses produtos caiu, puxando também os preços. A caixa de 20 quilos da maçã red delicious (importada), por exemplo, que no final da semana passada custava R$ 55, ontem foi comercializada por R$ 50.


