Curitiba - Com a redução do porcentual de álcool na gasolina de 25% para 20%, o consumidor da Capital pagou ontem até R$ 2,67 pelo litro da gasolina. A previsão no setor de postos de combustíveis é que o produto chegue a R$ 2,75 no Paraná. A estimativa era que a gasolina subisse R$ 0,09. Na semana passada, o produto custava em média R$ 2,46 em Curitiba e no Estado. Na prática significa que houve um aumento de até R$ 0,20 para o consumidor final. Com isso, a elevação do preço ficou muito acima do estimado. Mas, ontem ainda era possível encontrar postos de Curitiba vendendo gasolina com preço antigo, a R$ 2,47.
A mudança na composição da gasolina aconteceu para que mais álcool fosse colocado no mercado, forçando uma redução no preço do produto. A medida foi tomada pelo governo federal após os usineiros não respeitarem o acordo, no qual o litro do álcool seria vendido por até R$ 1,05. O governo deve manter até o final do ano esta composição da gasolina com 20% de álcool anidro.
Além disso, com os constantes aumentos do álcool por parte das usinas, quem abastece o carro com este combustível também está pagando mais caro. O produto que era vendido R$ 1,78 (média da Capital e do Estado), ontem era encontrado por até R$ 2,18 em alguns postos de Curitiba. Para o bolso do consumidor, um aumento de até R$ 0,40 por litro. A previsão dos donos de postos é que o álcool fique entre R$ 2,15 e R$ 2,20 no Estado.
Ontem, as distribuidoras estavam comercializando o álcool no Estado entre R$ 1,92 e R$ 2,04 o litro. A gasolina era vendida pelas distribuidoras entre R$ 2,27 e R$ 2,32 o litro.
Donos de postos consultados pela reportagem disseram que o aumento dos dois combustíveis vai trazer consequências como aumento da inadimplência por parte dos clientes e queda nas vendas. No Paraná, a gasolina já subiu até R$ 0,20 no ano comparando a média de R$ 2,40 de janeiro com o valor atual. O álcool subiu R$ 0,24 comparando com a média de R$ 1,76 de janeiro.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, foi procurado pela reportagem mas não retornou até o fechamento desta edição.

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