Preços da energia e gasolina seguraram juro, diz ata do Copom
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Das agências 
Brasília Aumento da energia elétrica menor do que o esperado e redução do preço da gasolina de 15,2%, em média, no ano que vem. Estes são os pontos mais animadores da ata que o Copom Comitê de Política Monetária divulgou ontem a respeito da decisão da semana passada em manter a taxa básica de juros (Selic) em 19% ao ano. O Copom desistiu de promover a redução da taxa e manteve os juros, segundo a ata, devido às incertezas com relação à recuperação da economia internacional, especialmente no que se refere ao colapso argentino.
O Copom previu, em sua última reunião, que os preços para o consumidor da gasolina e óleo diesel deverão ter uma queda média de 16,4%, no primeiro trimestre de 2002, e de 15,2% ao longo do ano. Esta queda será resultado da abertura do mercado, a partir de janeiro de 2002, quando os preços dos derivados de petróleo passarão a ser determinados pelo mercado (atualmente, os preços eram tabelados na refinaria).
Segundo a análise feita na reunião do dia 19, todos esses fatores ''recomendam que se aguarde por uma confirmação do quadro mais favorável que ora começa a se configurar''.
Para o Copom, o cenário mundial ainda é incerto, e esse quadro foi agravado pela piora da economia argentina. Isto, de acordo com a ata, se reflete em expectativas desfavoráveis sobre a taxa de câmbio e inflação em 2002.
No documento divulgado pelo Banco Central, destacam-se as projeções do governo para reajuste das tarifas públicas que foram revistas para baixo em razão de menores correções do preço da tarifa de energia elétrica. Antes, projetava-se alta de 5,8% para o aumento médio das tarifas públicas em 2002. Agora, fala-se em 5,2%. As tarifas de energia elétrica deverão ser reajustadas em 19% em 2002, segundo a ata do Copom. Até novembro, a expectativa era que o aumento de energia chegasse a 30%.
Além disso, o Copom destacou a melhora da balança comercial e o ingresso expressivo de investimento estrangeiro direto no mês de novembro (US$ 2,2 bilhões).
Apesar da redução significativa nos preços da gasolina e óleo diesel, o Copom está prevendo um ''aumento substancial'' para os preços do gás de botijão, por causa do fim dos subsídios. ''Embora substancial, (o aumento) é mais que compensado pela redução média esperada dos preços para o consumidor do combinado da gasolina e do óleo diesel em 2002'', diz a ata da reunião.


