Preços da commoditie fecham em alta em Chicago A Bolsa de Chicago refletiu com sinais de alta, as especulações no mercado de soja com a expectativa de permanência do clima seco nos Estados Unidos. Nos últimos dois dias, a cotação internacional subiu 4%, passando de US$ 5,10 por bushell para US$ 5,30 por bushell, nos contratos de maio, período de comercialização da soja brasileira. Segundo Fernando Muraro, analista da Cotriguaçu, a reação nas cotações internacionais corresponde a um prêmio que o mercado paga por causa do risco climático. ‘‘ Se chover, os preços desabam’’, avisa. Conforme estudo divulgado pelo Centro de Estudos Meteorológicos dos EUA, o país pode atravessar novamente por um clima seco, por influência da corrente ‘‘La Niña’’. Com isso, o plantio de soja poderá atrasar naquele país, como ocorreu aqui na região Sudeste, no segundo semestre do ano passado. Essa alta entretanto não influenciou as cotações da soja aqui no Brasil, disse o corretor Antonio Carlos Lacerda, da Corretora Safra Sul, de Ponta Grossa. A alta no preço do frete está absorvendo qualquer margem favorável para a commoditie, no mercado interno. Ontem, o produto estava cotado entre US$ 11,00 e US$ 11,10 a saca no Porto de Paranaguá, para entrega imediata e US$ 10,60 a saca em Paranaguá, para entrega em abril. Para quem está colhendo com boa produtividade, essa cotação não dá prejuízo, já que remunera os custos de produção e ainda sobra uma pequena margem. Mas está bem abaixo dos US$ 13,00/saca alcançados durante o pico da safra no ano passado, em Ponta Grossa.(V.C.)

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