Preços caíram nos supermercados
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quarta-feira, 24 de dezembro de 1997
Cláudia Lopes Londrina 
Paulo WolfgangGastos moderadosConsumidor encontra preços mais baixos dos itens de Natal este ano, mas movimento não supera o de 1996 Os preços finais de produtos sazonais como sidra, nozes, panetone estão mais baratos neste ano por causa da concorrência acirrada entre os supermercados e da diversificação de marcas dos produtos.
No Supermercados Viscardi, uma garrafa de sidra vendida por R$ 1,25 no ano passado custa R$ 0,99 neste ano. A queda no preço foi motivada pelo aumento da concorrência, segundo o diretor da rede, Ademar Vedoato. Há três meses, esta mesma sidra custava R$ 1,55. Hoje, estamos vendendo o produto por um preço abaixo do custo, que é de R$ 1,04, diz.
O quilo do peru custa R$ 3,29 no Viscardi - mesmo preço do ano passado. Já a cerveja em lata está 19% mais barata do que em 96. Vedoato, que prevê um grande movimento nas 13 lojas da rede hoje, espera vender a mesma quantidade do Natal passado.
Celina Ribeiro, proprietária dos Supermercados Ribeiro, conta que o preço do panetone está 10% menor do que no ano passado: baixou de R$ 4,70 para R$ 4,30 (500g). O preço da noz, que era R$ 2,50 em 96, custa hoje R$ 1,88 (embalagem de 250g). O quilo da castanha do Pará, que no ano passado era R$ 2,90, está por R$ 1,90.
A supermercadista diz que neste ano deixou para fazer o pedido de champanhe na última hora. Todos os anos eu comprava em agosto e setembro e perdia dinheiro porque os preços das indústrias acabavam baixando em dezembro. Neste ano, deixei para comprar em cima da hora, diz. A champanhe está entre 10% e 15% mais barata do que no ano passado, segundo ela. Todo mundo foi obrigado a tirar a gordurinha dos preços, diz Celina, que calcula já ter vendido 20% mais do que no Natal passado. Mas isso só aconteceu porque resolvemos fazer uma mudança radical na administração. Fechamos o escritório e cada sócio passou a tomar conta de uma loja, fazendo um trabalho intensivo junto ao consumidor.
O proprietário do Supermercado Carajás, Otto Keller, conta que o movimento em sua loja foi um pouco melhor do que nos últimos dias. Mas está normal para uma véspera de Natal, argumenta. Ele espera vender o mesmo do ano passado. Só que em 96 as vendas não foram satisfatórias. Keller diz que o movimento da última segunda e terça-feira foi equivalente a dias comuns. Muitos clientes estão comprando fiado. O brasileiro está mesmo sem dinheiro, diz.


