Apesar da redução da safra, o presidente Associação dos Cotonicultores do Paraná e da Cooperativa Central de Algodão do Paraná (Coceal), não acredita numa boa comercialização. Almir Montecelli é claro: o preço não é bom porque há boa oferta de algodão e o consumo não aumentou no Brasil. Os preços devem ficar entre R$ 8,50 e R$ 9,50/arroba.
‘‘Vamos ter que trabalhar em cima de produtividade e qualidade’’, afirma o dirigente. A explicação de Montecelli para os preços deste ano é que o mercado não se orienta apenas pela lei da oferta e procura.

O preço do algodão produzido em Mato Grosso é calculado posto São Paulo e acaba não se tornando tão caro para quem o adquire no Paraná, por exemplo. ‘‘Não será isto que vai beneficiar o produtor paranaense’’, garante Montecelli. O preço do algodão vai variar de acordo com o tipo - explica - e um produto como o paranaense pode ser valorizado se a indústria precisar de uma matéria-prima com aquelas características. Uma indústria pode precisar do tipo 6,5, produzido no Paraná, para misturar com o tipo 6, de Mato Grosso. E pagar bem, com ágio, pelo 6,5. Cita como exemplo.
Montecelli também explica a redução de área no Paraná. Nos últimos anos, a área destinada ao algodão estava em ascensão, vinha bem. Mas, ano passado, em outubro, houve forte especulação de que a soja, nesta safra, chegaria R$ 30,00/saca. Isto aconteceu exatamente no momento em que o produtor planejava a safra de verão. É defensável que muitos debandassem para a soja.

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