Rio de Janeiro - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) voltou a mostrar deflação, segundo dados divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice caiu 0,04% até a quadrissemana encerrada em 15 de junho, taxa bem menor do que a apurada no IPC-S anterior, de até 7 de junho, quando avançou 0,21%. Segundo a fundação, este foi o menor resultado para o indicador desde a quarta semana de setembro de 2008, quando o índice registrou queda de 0,09%.
Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S, seis apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços, do IPC-S de até 7 de junho para o índice de até 15 de junho, anunciado ontem. As classes de despesa que apresentarem inflação menos intensa, ou até mesmo deflação, na passagem do IPC-S de até 7 de junho para o índice de até 15 de junho foram alimentação (de -0,46% para -1,05%); habitação (de 0,71% para 0,56%); vestuário (de 1,44% para 1,12%); saúde e cuidados pessoais (de 0,54% para 0,44%); educação, leitura e recreação (de 0,09% para 0,01%); e despesas diversas (de 0,44% para 0,34%).
Porém, entre estes grupos, os alimentos mais uma vez foram destaque, e contribuíram mais para a deflação mostrada pelo IPC-S. Nesta classe de despesa, houve quedas de preços em produtos importantes, como hortaliças e legumes (de -5,69% para -7,51%), laticínios (de 0,68% para -0,52%) e adoçantes (de -4,16% para -6,73%).
Já o grupo restante, transportes, manteve a mesma taxa de deflação, no período (de -0,13%). A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 15 de junho, os aumentos de preços mais intensos foram apurados nos preços de tarifa de eletricidade residencial (1,76%); mamão da Amazônia - papaya (8,74%); e cebola ( 12,08%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas nos preços de batata-inglesa (-19,50%); tomate (-17,91%); e açúcar refinado (-9,64%).

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