Curitiba - Os donos de postos de combustíveis de Curitiba ainda estão ajustando preços. De acordo com pesquisa feita pelo Procon. a coordenadoria de defesa do consumidor no Estado, na segunda-feira, em cerca de 70 postos da cidade, o litro da gasolina podia ser encontrado por até R$ 2,08, e o do álcool, R$ 1,35.
Como o valor médio da gasolina ficou em R$ 1,91 e o do álcool em R$ 1,22, os postos que vendiam por preços mais altos reduziram ontem o preço ao consumidor. A tendência é que novas alterações ocorram até o final de semana, até porque alguns postos ainda tinham estoques e venderam gasolina pelo preço antigo.
De acordo com o Procon, houve variação de até 16% no maior preço da gasolina encontrado segunda-feira (R$ 2,08) em relação ao maior valor pesquisado na semana passada pelo órgão (R$ 1,79). A gasolina mais barata teve variação inferior, de 9,37%. Passou de R$ 1,58 para R$ 1,72. O preço médio desse produto aumentou 12,07% (R$ 1,70 para R$ 1,91). Todos os postos pesquisados reajustaram o preço do produto, que, em média, subiu de R$ 0,95 para R$ 1,22, com incremento de 28,99%.
O preço do botijão de gás subiu, em média, entre R$ 3,00 e R$ 4,00 para o consumidor ontem, segundo contato com algumas distribuidoras e revendedoras. Nos pontos de venda é possível comprar o produto por até R$ 25,00. Já para entrega na residência algumas distribuidoras cobram R$ 29,00.
Investigações - Os donos de postos de combustíveis de Curitiba estão sendo alvo de três investigações. O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia contra 13 empresários depois que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) constatou fraudes na venda dos combustíveis. A Justiça ainda não decidiu se acata a denúncia. A Delegacia de Defesa do Consumidor investiga a formação de cartel. O inquérito está parado porque foi preciso solicitar um prazo maior para ouvir donos de cerca de 200 postos.
O MP informou ontem que também instaurou 114 procedimentos investigatórios preliminares nesta semana para verificar as condições de segurança dos locais de venda de combustíveis. No início do ano que vem serão instaurados outros 228 procedimentos, segundo o MP. O órgão está exigindo a apresentação de laudos de vistoria e licenças ambientais e da ANP para garantir a segurança nos postos.

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