Viqui Gil explica que os orgânicos com certificado têm endereço certo, mas são mais caros e a oferta varia, dependendo da época. ''No frio tem mais oferta de folhas, por exemplo, cebola e batata são caras e mais difíceis de encontrar o ano todo''. A solução é optar por uma alimentação variada, conforme as mudanças das estações do ano.
Marcello Sokolowski afirma que muitas vezes, esses itens são mais caros porque requerem mais cuidados e também porque a procura é alta. ''Como a procura é grande, o valor aumenta de forma desproporcional''.
Em cidades como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, itens orgânicos já não são custam tão caro como para o londrinense. ''Não existe feira orgânica em Londrina, como tem em Curitiba e São Paulo. Essas feiras colocam o produtor de cara com o fornecedor. No Rio de Janeiro, a alimentação orgânica é mais popular, tem uma rede de distribuição e conta com o apoio de entidades''. Ainda não existem estatísticas oficiais, mas as regiões metropolitanas são apontadas como grandes consumidoras de alimentos orgânicos, demandando de 30 a 35% mais produtos.
Quais os resultados dessa alimentação saudável? ''Até hoje o Antônio ficou poucas vezes doente, nunca precisou de antibióticos e gosta de saborear os alimentos com prazer, mastigando com atenção ao sentir um gostinho diferente'', explica Viqui Gil.
Em Londrina, é possível encontrar orgânicos na maioria dos supermercados, em algumas bancas da feira livre e em lojas especializadas. Os preços são bem variados, as alfaces, por exemplo, custam de R$ 2,50 a R$ 4,50 a unidade. Frutas variam de R$ 2,00 a R$ 9,80 o quilo, dependendo da época. (M.L.H.)

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