São Paulo- Os preços recebidos pelos produtores rurais paulistas subiram 0,58% na primeira quadrissemana de outubro, segundo cálculos do Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), divulgado ontem pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
Os técnicos do IEA observam que a alta foi impulsionada pelos produtos de origem vegetal (IqPR-V), que tiveram variação positiva de 3,57%. Os produtos de origem animal (IqPR-A) recuaram 5,58%. Quando a cana-de-açúcar é excluída do cálculo do índice, a variação positiva do IqPR atinge 2,08% e o IqPR-V sobe para 9,53%, influenciados principalmente pelas altas do milho e da banana nanica.''
Na primeira quadrissemana de outubro, a variação do IqPR voltou a ficar positiva, com recuperação de 1,4 ponto percentual em relação à quadrissemana anterior. O IqPR-V manteve-se positivo, com ganho de 2,5 pontos percentuais, enquanto o IqPR-A recuou 0,8%.
O levantamento do IEA mostra que produtos que apresentaram maior alta foram banana nanica (+24,11%), milho (+21,94%), trigo (+13,97%), arroz (+13,87%), tomate para mesa (+13,03%), amendoim (+12,35%), feijão (+11,84%) e soja (+11,36%) (Tabela 2). A alta nas cotações do milho é resultado do bom desempenho das exportações, que reduz a disponibilidade interna, associada ao aumento da demanda, dizem os técnicos.
A explicação para a alta de preços da banana nanica é a menor baixa oferta do produto. ''O mesmo ocorre para o arroz, já que os produtores vêm ofertando paulatinamente seus estoques. No caso do feijão, o aumento no preço se deve principalmente à diminuição da área cultivada e da produção, associada ao clima seco e aos preços muito baixos nas colheitas anteriores'', dizem os técnicos.
Os produtos que apresentaram queda de preços na primeira quadrissemana de outubro foram ovos (-12,08%), carne frango (-10,38%), carne bovina (-4,74%) e cana-de-açúcar (-2,38%). A queda de preços das proteínas animais se deve ao ajuste de preços, provocada pela retração das vendas no varejo. Para a cana-de-açúcar, a queda da cotação é reflete a baixa dos preços dos produtos finais (açúcar e álcool).

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