Preços agrícola têm alta em outubro
Agência Estado
Os preços agrícolas registraram alta de 1,05% na primeira quadrissemana de outubro, de acordo com levantamento do pesquisador Nelson Batista Martin, do Instituto de Economia Agrícola (IEA) do governo do Estado de São Paulo. O acompanhamento mostra que o índice de preços agrícolas registrou crescimento de 0,71 ponto percentual em relação ao mês de setembro, mantendo a tendência de crescimento, segundo Martin.
O milho deve liderar as altas de preços daqui para frente, diante da ausência de estoque e dificuldade para importar. O mercado só dará sinais de regularidade quando começar a colheita da nova safra, o que demora porque a seca atrasou o plantio nos três Estados do Sul, principalmente o Paraná, e em quase todas as regiões de São Paulo e Mato Grsso do Sul.
Os preços subiram no subgrupo dos grãos, mas recuaram para os demais produtos de origem vegetal, na maioria dos casos. Embora os dados do IEA pertençam ao comportamento do mercado no Estado de São Paulo, podem ser extrapolado para os demais Estados, sem muita diferença.
O grupo dos produtos de origem animal teve alta de 4,78% em função do aumento do preço da arroba do boi. De acordo com Nelson Martin, o boi gordo vem apresentando um crescimento surpreendente nos seus preços devido ao inverno atípico, com geadas tardias e estiagem prolongada. Além disso, afirma, o aumento das exportações de carne bovina após a desvalorização do real também dá sustentação aos preços.
Veja a seguir, a variação dos preços na primeira quadrissemana de outubro por produto: Variação quadrissemanal em porcentagem:
Algodão +0,44, arroz -0,42, banana -5,89, batata -14,98, café -6,30, cana-de-açúcar -0,39, cebola -42,31, feijão -14,45, laranja -1,62, milho +16,14, soja -6,91, tomate -17,85, trigo 0,00, Aves -7,50, boi gordo +16,28, Leite +3,45 ovos -12,04, suínos +8,04
Preços mínimos O governo publicou ontem no Diário Oficial da União decreto que fixa os preços mínimos básicos para produtos regionais, sementes e produtos agrícolas da safra de verão 1999/2000. Os preços mínimos, segundo o decreto ficam livres da incidência do ICMS e do INSS. Integram a lista o algodão, arroz, feijão, mandioca, soja, girassol, milho, sorgo e alho.
Frango O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Rio Grande do Sul está prevendo uma alta de 20% a 25% nos preços do frango inteiro e em cortes até o final deste ano. De acordo com o presidente da entidade, Heitor Muller toda a cadeia produtiva do setor está sendo levada aos limites da exaustão devido às baixas margens obtidas na atividade e não tem alternativa senão repassar custos até agora suportados pelas indústrias.





