Curitiba Os preços administrados por contrato e monitorados apresentaram em agosto uma deflação de 1,50% em Curitiba. Com isso, o custo médio dos serviços públicos para uma família curitibana baixou de R$ 353,66 para R$ 348,36. É o terceiro e maior recuo do ano. Em fevereiro, a queda foi de -0,18% e em maio de -1,22%.
Mesmo com essa deflação, a variação acumulada no ano (7,51%) é maior que o acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrado na Capital no mesmo período (4,35%). A variação acumulada nos últimos 12 meses é de 9,29%. O resultado da pesquisa foi divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge).
A queda no preço do gás de cozinha (-15,73%) como resultado da pressão do governo federal que baixou em 12,04% o preço na refinaria junto com a redução no preço do álcool (-2,81%) e da gasolina (-1,52%), foi o que contribuiu para a deflação do custo dos preços administrados e monitorados. O presidente do Senge, Rasca Rodrigues, lembra que, mesmo com a redução no preço do gás de cozinha, a margem de lucro do produto entre a refinaria e o consumidor ainda é altíssima cerca de 200%.
Com exceção do gás de cozinha, esses mesmos produtos, além do diesel, são os que apresentaram maior variação positiva na primeira semana de setembro. A gasolina teve alta de 4,33%, o álcool de 6,96% e o diesel de 0,38%. O economista do Dieese, Cid Cordeiro, calcula que o impacto desses aumentos irá contribuir em 0,80% na inflação deste mês.
As tarifas públicas, segundo Cordeiro, são as que exerceram as maiores pressões na inflação. A variação acumulada de janeiro a agosto no grupo habitação, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também divulgada ontem foi de 10,14%. A energia elétrica, com variação de 16,97%, e os combustíveis, com 21,78%, foram os que mais contribuíram. O grupo comunicação (telefonia) subiu 13,54% no ano.
Outro dado apontado pelo Dieese refere-se ao peso que os produtos e serviços administrados e monitorados passaram a ter no bolso do consumidor da Região Metropolitana de Curitiba. Enquanto em julho de 1994 eles representavam 14,21% dos gastos de uma família, em agosto deste ano esse percentual subiu para 30,40%.
A variação nesse período é de 86,81%. O aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é o que mais chama a atenção dos economistas
668,03% , enquanto a média brasileira foi de 356,64%.

mockup