Curitiba Os preços administrados em Curitiba tiveram aumento de 4,62% em fevereiro, impulsionados pelos aumentos do preço dos combustíveis e da tarifa de ônibus. Esse índice é o segundo maior desde janeiro de 2002, quando o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) iniciaram a medição.
A gasolina apresentou alta de 5,80% em fevereiro e chegou ao valor médio de R$ 2,19. O álcool subiu 14,69%, com valor médio de R$ 1,46. A tarifa de ônibus aumentou 13,33%, passando de R$ 1,50 para R$ 1,70. Também tiveram aumento a mensalidade de celular (6,45%), o minuto do celular pós-pago (6%) e o minuto do celular pré-pago (8,79%). Já o botijão de gás teve queda de preço, de 0,26%. Não houve alteração nos demais preços administrados: energia elétrica, táxi, telefone fixo, água, esgoto, pedágio, correio e diesel.
O aumento de 4,62% foi considerado bastante alto pelo Dieese e perde apenas para o índice de novembro de 2002, quando atingiu 4,79%. ''O cenário de fevereiro era de perspectiva de guerra, as taxas de juro muito elevadas e o câmbio valorizado, causando a pressão nos preços, principalmente nos combustíveis'', disse o presidente do Senge-PR, Eroni Bertogli.
O custo dos serviços públicos para uma família curitibana atingiu R$ 405,44 em fevereiro, segundo o Dieese e o Senge. Para chegar a esse valor, as entidades consideram gastos mínimos dos produtos com preços administrados. Na conta estão apenas 40 litros de gasolina (equivalente a R$ 87,60), a tarifa básica de água e esgoto (R$ 24,60) e um botijão de gás (R$ 30,55).
Neste ano, os preços administrados já apresentam alta de 6,99%, enquanto que a inflação em Curitiba atingiu 3,52%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A perspectiva do Dieese para os próximos meses é de redução nos preços administrados e queda da inflação. A gasolina, por exemplo, variou -5,75% nas primeiras semanas de março. ''Se for reproduzido, no resto do mês, o comportamento observado na primeira quinzena, poderemos ter deflação nos preços administrados'', relatou o economista do Dieese Cid Cordeiro.

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