Curitiba - Os preços administrados e monitorados, em Curitiba, tiveram alta de 0,63%, no mês de outubro, acumulando, desde o início do ano, variação de 12,29%. O percentual acumulado é bem superior ao da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o mesmo período que, na Capital, ficou em 7,93%, a maior taxa de todo País (veja matéria ao lado). Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
Os combustíveis que, em setembro, tiveram recuo nos preços, voltaram a subir, no mês passado, contribuindo para a alta na cesta de produtos e serviços administrados e monitorados. O álcool teve alta de 9,23, a gasolina de 3,53% (maior peso na cesta) e o diesel de 1,82%. Além desses, o gás de cozinha aumentou 0,14%.
Para o economista do Dieese, Sandro Silva, não há justificativa para uma variação tão elevada no preço médio da gasolina a terceira maior entre 16 capitais pesquisadas. Segundo os dados do Dieese, comparando a alta da semana de 10 a 16 de outubro com a semana anterior, o aumento foi de 5,88% (de R$ 2,091 para R$ 2,094) o que elevou a margem média de lucro dos postos em mais de 50% , enquanto nas distribuidoras a variação foi de 2,07% (de R$ 1,837 para R$ 1,875). Segundo Silva, há especulações de novas altas para gasolina e gás de cozinha para este mês. Caso os aumentos se confirmem, a alta nos preços monitorados, em novembro, será de 1,57%.

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