Preços à vista e a prazo devem ter bombas separadas
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Sid Sauer<br>Equipe da Folha 
Campo Mourão O Procon de Campo Mourão vai pedir aos postos de combustíveis da cidade que mantenham bombas separadas para as vendas à vista e a prazo. A medida foi anunciada pelo secretário-executivo do órgão de defesa do consumidor, Ricardo Borges Botaro. Segundo ele, hoje o consumidor não tem como saber se está mesmo pagando pelo preço à vista anunciado pelo estabelecimento.
''Do jeito que está há um grande risco do consumidor ser enganado'', explica Botaro. Atualmente, a maioria dos postos coloca nas bombas apenas o preço a prazo e calcula na hora quanto deve ser abastecido a mais se o pagamento for à vista. ''Quem vai abastecer nem sempre tem uma calculadora nas mãos para fazer as contas e conferir'', ressalta o chefe do Procon. ''Às vezes nem percebe que o preço registrado é a prazo''.
Segundo Botaro, os frentistas colocam combustíveis a mais para demonstrar que estão compensando o pagamento à vista, mas o motorista não tem como saber se essa compensação corresponde ao valor anunciado do combustível. ''Os postos podem estar sendo honestos, mas isso precisa ser transparente'', frisa. Para Borges, mesmo que a diferença seja pequena a cada abastecida, o prejuízo acumulado pode ser grande.
''Se o posto anuncia o litro de álcool a R$ 0,99 à vista, o consumidor tem que ver claramente que R$ 30,00 darão 30,3 litros do combustível'', exemplifica Botaro. ''Agora, como o motorista verá isso se a bomba está marcando o preço a prazo, que é de R$ 1,14 e com a passagem de 28,9 litros já se estará marcando os R$ 30,00?'', questiona. Ele aconselha os consumidores a exigir a nota fiscal para tornar possível eventuais ressarcimentos.


