Brasília O presidente do Banco do Brasil, Eduardo Guimarães, disse ontem que é grande a procura de ações da instituição, principalmente para pagamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A venda ficou interrompida durante seis dias, por força de liminar. Segundo ele, no próximo dia 10 o Tesouro Nacional vai avaliar se o preço alcançado pelas ações colocadas à venda é adequado. ''O Tesouro se reserva o direito de vender ou não, ou seja, se o preço não for considerado adequado, simplesmente vai recusar a oferta e morre o assunto'', afirmou.
Por isso, Guimarães acha que a União não terá prejuízo. Integrantes do PT consideraram o momento da venda inadequado, pois a cotação dos papéis amargou os efeitos da crise financeira dos últimos meses. O presidente do BB acha essa preocupação ''procedente'', mas ressalta que o Tesouro se reservará o direito de, ao analisar o preço alcançado pelos papéis, colocá-los ou não à venda.
A venda das ações do Banco do Brasil é o último passo que falta para a instituição ingressar no Novo Mercado. Segundo Guimarães, esse é um projeto no qual o banco vem trabalhando há dois anos. Todos os ajustes referentes à contabilidade e às regras de governança corporativa já foram adotadas. Falta apenas o BB possuir 25% de suas ações no mercado. Hoje, estão em circulação 8% das ações do BB. Concluída a venda das ações (que são, em sua maior parte, de propriedade do Tesouro Nacional), esse último critério estará cumprido e, ''no dia seguinte'', o BB solicitará ingresso no Novo Mercado.

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