Preço pára colheita de látex
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de novembro de 1998
Lucia Monteiro Agência Estado 
A sangria das 300 mil seringueiras das fazendas Cambuhy, na região de Matão (SP), está paralisada em função dos baixos preços do coágulo de látex, afirmou João Sampaio, presidente da Comissão Nacional de Borracha da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Sampaio afirma que os preços internacionais da borracha natural são os menores da história, e as indústrias de pneumáticos nacionais pagam ao produtor os preços do mercado internacional.
Ele afirma que, em função da desvalorização cambial do Sudeste Asiático, a tonelada da borracha seca da Tailândia é vendida a US$ 610, e chega ao Brasil - com os custos de internalização - a R$ 900 por tonelada. Em maio do ano passado a tonelada da borracha seca tailandesa era vendida a US$ 1.100.
A indústria de pneumáticos paga pela borracha seca R$ 0,90 o quilo, seja ela importada ou nacional, o que faz com que os preços do coágulo atinjam R$ 0,34 o quilo. Pelos cálculos de Sampaio, o custo de produção do quilo de borracha seca é de R$ 1,20, e o quilo de coágulo de látex tem custo de R$ 0,64.


