Preço-padrão volta em Maringá
Preço-padrão volta em Maringá
Os postos de combustíveis de Maringá, região Noroeste do Estado, que chegaram a comercializar o litro da gasolina comum a R$ 1,06, estão voltando a cobrar R$ 1,28. O álcool já está sendo vendido na faixa de R$ 0,59 o litro. Alguns postos fazem promoções, em que anunciam o litro da gasolina a R$ 1,25, conforme apurou a Folha na última sexta-feira.
Protagonistas de histórias que originaram inclusive um inquérito policial, gerentes e donos de postos evitam falar do mercado tumultado em que se transformou o comércio de combustíveis em Maringá. O fim do preço baixo, estabelecido como promocional pelos postos, foi justificado pelo corte de subsídios dados aos estabelecimentos pelas companhias.
Segundo o delegado Maurício de Lima, do 4º Distrito da Polícia Civil de Maringá, reponsável pelo inquérito, o Ministério Público pediu novas diligências no caso que apura a formação de cartel e possível adulteração do combustível. Vários proprietários de postos foram apontados como responsáveis pela manipulação dos preços. Eles só não foram indiciados por falta de provas contundentes, explicou Lima à Folha. A adulteração também não foi comprovada.
O gerente do Posto Maluf, Valdir Valêncio, apontou a concorrência acirrada como responsável pelos preços praticados na cidade. Trabalhamos de acordo com o comportamento do mercado, disse Valêncio. Ele lamentou a falta de mecanismo dos postos para impedir o que classifica também de concorrência desleal. Segundo o gerente, postos que trabalham com combustível sem procedência conseguem naturalmente cobrar preços menores. (Marta Medeiros)





