Brasília - O Brasil prorrogará por tempo indeterminado o preço mínimo de US$ 1.900 por tonelada estabelecido para a importação de leite em pó, semidesnatado ou integral da Argentina. A informação foi divulgada ontem pela assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com base em relato do gerente de projetos da Secretaria de Agricultura Familiar, Arnoldo de Campos.
Ontem, técnicos do Departamento de Defesa Comercial (Decom), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, estiveram reunidos com representantes do Centro da Indústria Leiteira da Argentina e da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL) e da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para discutir a prorrogação. Mas a assessoria do Decom não quis confirmar a informação, dizendo que o ministério só pode comentar um assunto como esse depois da publicação da decisão no Diário Oficial da União.
Segundo a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a decisão de prorrogar por tempo indeterminado a medida será publicada na edição de hoje do Diário Oficial. A prorrogação vem sendo defendida pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, alegando que os produtores nacionais de leite - na maioria agricultores familiares -passam por dificuldades com a crise da Parmalat.
O preço mínimo foi estabelecido em 2001 pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) sob a alegação de que produtores argentinos praticavam dumping (venda a preços abaixo do custo) com o leite. A chamada medida antidumping deveria vigorar por um período de três anos. O prazo termina na próxima segunda-feira, dia 23.

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