O governo do Paraná assinou ontem os contratos com a empresa Booz Allen & Hamilton e o consórcio Diamante, encarregados de fazer a avaliação e a modelagem do processo de venda da Copel. O preço mínimo das ações do governo que serão leiloadas deverá ser apresentado dentro de 90 dias.
Os contratos foram assinados pelo governador Jaime Lerner, pelo secretário de Estado da Fazenda, Ingo Henrique Hubert, pelo vice-presidente e pelo diretor da Booz Allen & Hamilton, Luiz Vieira e Sérgio Menezes, e pelo gerente do Dresdner Kleinwort Wasserstein Bank, Marcelo Torres. A equipe de sete técnicos da Booz Allen começa a trabalhar em Curitiba na próxima segunda-feira, informa o vice-presidente da empresa. Vieira disse que dentro de 90 dias a Comissão Executiva, nomeada pelo governador Jaime Lerner para acompanhar as atividades dos advisers, estará recebendo da empresa o relatório com o preço mínimo da Copel.
Os executivos do Dresdner – que lidera o consórcio Diamante – acreditam que levarão o mesmo tempo para apresentar a sua avaliação. Os trabalhos do consórcio, contudo, se estenderão por mais 120 dias, pois compreendem a estruturação do processo de privatização da Copel. Liderado pelo banco Kleinwort Dresdner, o grupo tem em sua composição o Banco Fator, a Fator Projetos e Assessoria, o escritório Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados e a JP Engenharia.
Como os prazos estabelecidos em leilão são máximos e algumas das atividades dos consórcios avaliadores poderão ser executadas em paralelo, o secretário da Fazenda estima que o leilão do controle acionário da Copel deverá acontecer até outubro.
A decisão de fazer duas avaliações atende ao princípio da transparência, segundo explica o secretário. ‘‘Na desestatização do Banestado o governo adotou a mesma medida e acreditamos que este foi um dos fatores que proporcionou o ágio recorde de 303%’’, observa Hubert.

mockup