Preço menor dobra procura por telefone
Arquivo FolhaIncompatibilidadeA mudança de sistema analógico para o digital obrigará usuário a se desfazer do aparelho celular antigoSeis mil pessoas se inscrevem a cada mês para adquirir um telefone convencional em Curitiba e Região Metropolitana. A procura quase dobrou desde que o preço começou a cair em maio do ano passado. O tempo de espera é de dois anos em média, mas em alguns casos pode chegar a quatro anos, dependendo da localização da linha. A expectativa da Telepar é de instalar 105 mil novos terminais durante 98, o que representa uma expansão de 24% no sistema de telefonia convencional da região.
A Telepar não informa o número de pessoas que estão na fila de espera, nem quais são as centrais com menores possibilidades de expansão para o atendimento dos pedidos. Mas se a fila demora em média dois anos para ser atendida, estima-se que pelo menos 100 mil pessoas estejam a espera de um telefone na região de Curitiba.
Segundo o gerente do Departamento de Serviços da Região de Curitiba, José Eliseu Galva, a procura aumentou 20% desde quando entrou em vigor o preço de R$ 308, em maio do ano passado e depois cresceu mais 20% quando o preço baixou para R$ 82,19 em novembro. A diferença é que as linhas não são mais compradas, mas concedidas por tempo indeterminado, o que acaba com a possibilidade de venda e transferência da linha como um bem. Por isso, o mercado paralelo praticamente desapareceu. Atualmente, Curitiba e Região Metropolitana têm 442 mil linhas convencionais.
Na área de telefonia celular, são 213 mil aparelhos em todo o Estado, sendo que 155 mil só em Curitiba e Região Metropolitana. Por causa da privatização da Banda B a Telepar Celular - empresa criada para gerenciar a telefonia celular - prefere não falar sobre os planos de expansão para 98. No ano passado foram 94 mil terminais novos. Na fila de espera estão 40 mil pessoas, que devem ser atendidas em até nove meses.





