Preço igual lembra cartel em Santo Antonio da Platina
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terça-feira, 06 de agosto de 2002
Benedito Teles<BR>Equipe da Folha 
Santo Antônio da Platina - A Câmara de Santo Antônio da Platina quer que o Ministério Público investigue a possível formação de cartel no preço do botijão de gás de cozinha comercializado no município. O vereador Sebastião Carlos Bianchi (PMDB), autor do requerimento aprovado pelo Legislativo, disse ter verificado que todas as empresas cobram em média R$ 31,00, valor que chega a ser R$ 5,00 mais caro do que em outros municípios da região.
Segundo o vereador, em Cornélio Procópio o preço médio é de R$ 25,00 e em Guapirama de R$ 27,00. Para ele, o objetivo do requerimento é obter esclarecimentos junto às distribuidoras para justificar a diferença dos valores cobrados em outros municípios.
O empresário Paulo César Augusto, que atua na revenda de gás, disse que não há acordo entre os estabelecimentos para tabelar o preço. Ele alegou que as distribuidoras repassam o produto conforme o preço praticado no município e confirmou que o botijão está custando R$ 31,00.
A Folha consultou ontem outras empresas em Santo Antônio da Platina e constatou que todas as empresas vendem o gás de cozinha por com variação de R$ 30,50 a R$ 31,50. Em Cornélio Procópio a Folha apurou que custa R$ 25,00 e em Jacarezinho R$ 29,00.
A funcionária pública Dirce Soares entende que as revendas deveriam oferecer mais opções de preço. ''A diferença pesa no orçamento familiar'', lamentou. A auxiliar administrativa Silvana Santana considerou ''exagerado'' o preço praticado em Santo Antônio da Platina e ressaltou que todas as empresas cobram o mesmo valor.''É um cartel, custa o mesmo em todo lugar'', desabafou.


