Preço e qualidade lado a lado
O empresário Antonio Furuta está no Mercado Shangri-lá desde que o local foi inaugurado no dia 3 de março de 1968. Ele se lembra que o prédio estava desativado há 16 anos e o prefeito José HosKen de Novaes resolveu criar um espaço comercial que seria ocupado por alguns feirantes da época. Furuta conta que nos primeiros anos o mercado dividiu o espaço com o Batalhão da Polícia Militar. Hoje, a família dele trabalha nos ramos de mercearia, carnes e panficação.
Nestes quase 40 anos de existência, o Mercado Shangri-lá mudou sua performance em termos de negócios. ''Antigamente, a gente vendia muitos produtos básicos, tipo arroz e feijão, porque não havia supermercado. Agora, o perfil é outro''. O mercado continua vendendo arroz, feijão, frutas e verduras, mas aumentou a variedade de mercadorias. ''Hoje, nós trabalhamos com produtos sofisticados, bebidas e queijos importados'', completa Furuta.
O comerciante acredita que, por tudo isso, o Shangri-lá se tornou um espaço tradicional em Londrina. ''Em matéria de alimentos, nós temos o que há de melhor possível. Nossos clientes são pessoas de nível, têm cultura, sabem o que é bom e são exigentes. Tendo qualidade, não tem problema nenhum. A elite gosta dessas coisas''. Furuta reconhece que o mercado tem fama de preços acima da média. ''Dá essa impressão sim, mas a pessoa que vem aqui não procura preço e sim qualidade''.
Atualmente, 33 comerciantes estão estabelecidos no Mercado Shangri-lá, que pertence ao município. O espaço funciona no sistema de condomínio, ou seja, cada comerciante tem sua cota de responsabilidade. O empresário Antonio Furuta já foi presidente da associação dos comerciantes por 14 anos e retornará ao posto no próximo mês.(E.A.)





