Preço e qualidade atraem e fidelizam consumidor
Seja na procura de produtos mais populares ou fashion, a grande vantagem dos brechós são, sem dúvida, os preços. Um terno social de boa qualidade custa entre R$ 40,00 a R$ 55,00 no Brechó 1001. ''Um novo, da mesma qualidade, sai por uns R$ 160,00'', diz Walter Ferreira, um dos proprietários. Lucia Santini, da Brechó Fashions, também faz questão de frisar que não compra qualquer tipo de roupa. ''Não adianta eu pegar roupa que não tenha qualidade, porque, mesmo que seja barato, a mulher não vai comprar uma calça que fica toda torta no corpo.''
A maioria da freguesia também acostuma-se às ofertas e tratamento recebido nas lojas. Lucia conta que uma grande parte de seus clientes já é fixa. ''Tem gente que passa todo dia para ver se tem novidade.'' Nesse caso, deixar de passar um dia na loja pode significar perder uma grande venda de ocasião. Na última segunda-feira, por exemplo, Lucia estava vendendo uma bota de couro antigo por R$ 50,00. O mesmo modelo e marca saía por R$ 160,00 em uma loja de Curitiba. Casacos de couro lisinhos como manda a moda atual são outra pedida na loja de Lucia. Custam R$ 150,00 contra R$ 250,00 em outras lojas.
Mas a maior clientela dos brechós continua sendo, sem dúvida, pessoas de baixo poder aquisitivo. Na Anelli Roupas Nacionais e Importadas, que abriu há um mês e meio na Rua Cândido de Abreu, uma faixa anuncia ''qualquer roupa a R$ 1,00''. Na verdade, a oferta se restringe a uma pequena arara, logo na entrada da loja. Mas funciona. Muita gente entra para olhar as ofertas. A Anelli, aliás, é famosa na cidade. Ao todo a família tem 11 lojas espalhadas pela Capital.
Maria de Rezende Zuche, de 49 anos, casada e mãe de cinco filhos, diz que desde que veio morar em Curitiba, há 16 anos, sempre comprou em brechós. ''É só procurar, que a gente sempre acha coisa boa com preço baixo'', diz. ''Tá vendo essa bolsa de couro que estou usando, paguei R$ 5,00. Se fosse comprar por aí não saía por menos e R$ 80,00'', diz, feliz com a sua compra.





