SÃO PAULO - O preço do café arábica na Coffee, Sugar & Cocoa Exchange alcançou ontem o preço mais alto do ano, ultrapassassando a barreira de 190 cents para o contrato spot, o próximo vencimento. O contrato de março terminou o pregão a 190,40 cents a libra-peso, alta de 3,99% (730 pontos em relação ao pregão do dia anterior). Para maio, o mês mais negociado, avançou para 176,85, valorização de 575 pontos (3,36%).
As cotações do café voltaram ao patamar do segundo semestre de 1994, quando o mercado cafeeiro sofria os efeitos da mais recente geada na região produtora do Brasil.
Os países importadores estão com estoques suficientes apenas por quatro semanas, relata Jair Coser, diretor da Unicafé, maior exportadora do Brasil.
Para Luiz Hafers, presidente da Sociedade Rural Brasileira, os importadores agora têm de ‘‘administrar os estoques baixos, o fluxo apertado do produto e a aflição por que passam’’.
Os boatos proliferam no mercado cafeeiro. Ontem circulou o rumor de que Leon Yallouz, ex-agrônomo do Departamento de Agricultura dos EUA, teria divulgado estimativa de 27,3 milhões de sacas para a safra 1997/98. A projeção do governo é de 20 milhões de sacas, a da Abecafé, associação dos exportadores, 23,4 milhões. Na quinta-feira exportadores de Santos gastaram boa parte do dia para negar a parceiros no Exterior a ocorrência de enchentes nas áreas de produção no Brasil.

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