Preço dos combustíveis sobe no dia 1º
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terça-feira, 27 de abril de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O preço dos combustíveis sobe a partir de sábado, dia 1º de maio. A gasolina terá um aumento de R$ 0,14 por litro e o óleo diesel de R$ 0,08 por litro. As distribuidoras de gás de cozinha começam a retirar os descontos dados às revendedoras e o preço do gás poderá subir até 10%.
''O reajuste no preço da gasolina está ocorrendo por causa do excesso de carga tributária que existe neste País'', explicou o presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese. Segundo ele, a partir de maio os produtos importados passam a ter incidência adicional de alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
O reajuste está previsto na Medida Provisória (MP) 164 sobre o PIS-Cofins. De acordo com Fregonese, a federação dos postos de combustíveis está reivindicando junto ao Ministério da Fazenda a suspensão da cobrança do imposto, uma vez que o setor já paga uma carga de PIS-Cofins embutida na Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide).
Trata-se de mais um reajuste que vai onerar o varejista e o consumidor. ''Com esse adicional de imposto, o governo federal está provando que está com muita sede de tributos e o consumidor precisa ser informado disso'', disse o dirigente sindical.
Fregonese afirmou ainda que os postos de combustíveis já recolhem R$ 0,5411 da Cide, que embute R$ 0,2525 de PIS-Confins e ainda recolhem R$ 0,75 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A margem líquida dos postos atualmente é de R$ 0,15 por litro. ''Com essa margem é impossível os empresários absorverem essa carga tributária sem repassar'', afirmou.
Os revendedores de gás também acenam com reajuste no preço do gás ao consumidor. Segundo o presidente do Sindicato das Revendedoras de Gás do Paraná, José Luiz Rocha, as distribuidoras estão retirando os descontos em decorrência de seus aumentos de custos. Com isso, o preço do gás que varia atualmente de R$ 17 a R$ 30 o botijão de 13 quilos pode mudar de patamar. Em função da concorrência o preço do botijão pode variar de R$ 31 a R$ 33, acredita Rocha.
Segundo ele, o setor está trabalhando praticamente sem margem e está difícil repassar o aumento de custos ao consumidor, em função da falta de renda. O último aumento no preço do gás autorizado pela Petrobras foi em 29 de dezembro de 2002. De lá para cá, os demais custos das revendedoras vêm aumentando e não foram repassados ao consumidor.


