Curitiba O preço dos combustíveis poderá ficar ainda mais elevado para os consumidores. Donos de postos de combustíveis reunidos ontem em assembléia, em Curitiba, discutiram a redução da margem de lucro após o recém-aumento nos preços da gasolina e diesel determinado pela Petrobras. Segundo o Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis) do Paraná, os preços praticados hoje ao consumidor não refletem a alta anunciada pela Petrobrás em sua totalidade.
Para o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, o aumento que chegou aos postos foi maior do que o anunciado. Os donos de postos ''estão assustados'' com o comportamento dos preços dos combustíveis desde a semana passada. Os empresários que compravam a gasolina por R$ 1,98 o litro, passaram a pagar R$ 2,22 o litro depois da última sexta-feira, um reajuste de 12% e não de 10% como foi anunciado pela Petrobras, disse Fregonese.
Outro agravante apontado pelo empresário foi o reajuste de R$ 0,08 no litro de álcool anidro e R$ 0,10 no litro do álcool hidratado. O aumento no álcool vai pressionar o preço da gasolina em função da mistura de 25% de álcool. Além disso, os postos receberão a nova pauta de ICMS sobre o preços dos combustíveis na próxima semana. ''Não há como absorver todos esses custos sem repassar para o consumidor'', avisou o presidente.
O empresário lamentou que mais uma vez os revendedores de combustíveis saíram como vilões da história, como se partisse do setor a determinação de aumentar os preços da gasolina e do diesel. Fregonese disse que o reajuste da Petrobras surpreendeu os postos sem estoques e frisou que ''a dignidade do setor foi colocada em cheque''.
Pesquisa de combustíveis realizada pelo Procon-PR em 30 postos de combustíveis de Curitiba mostra que os preços médios do litro da gasolina comum e do diesel tiveram aumentos significativos se comparados à semana passada, antes do aumento da Petrobras. O índice ficou em 8,5% na gasolina comum, enquanto no diesel superou 10%.
O consumidor está pagando pelo litro da gasolina comum entre R$ 2,270 e R$ 2,429, uma diferença de 7% entre os estabelecimentos. Se optar pela gasolina aditivada, preço varia entre R$ 2,350 e R$ 2,559 o litro, uma variação de 8,8%. No litro do álcool, a diferença chega a 18,2%, sendo o produto encontrado a partir de R$ 1,180 a R$ 1,395. Já o diesel custa entre R$ 1,679 e R$ 1,999 o que representa uma variação de 18%.
Na assembléia realizada ontem, os donos de postos discutiram ainda o aumento dos assaltos aos postos de gasolina, que está ''assustador'', disse Fregonese. Segundo ele, o número de postos que está deixando de atender à noite, temendo os assaltos, está aumentando. O Sindicombustíveis vai fazer um levantamento dessas ocorrências para pedir mais segurança para a Secretaria da Segurança Pública.
Fregonese acredita que os postos de combustíveis tornaram-se estruturas frágeis para os presos que estão fugindo de delegacias e penitenciárias, que vão em procura de dinheiro rápido.

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