Preço dos combustíveis freia inflação
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terça-feira, 07 de junho de 2011
Luciano Augusto <br> <br> Reportagem Local 
O Índice de Preços ao Consumidor de Curitiba, para famílias que ganham de 1 até 40 salários mínimos, foi de 0,25% em maio na comparação com abril, que fechou em 1,06%. Em 2011, a inflação acumulada na capital soma 3,62% e nos últimos 12 meses (junho de 2010 a maio de 2011) acumula alta de 6,51%, a maior desde maio de 2005 (7,71%).
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) - responsável pelo cálculo - aponta que o grupo que mais contribuiu para que o resultado fosse menor que o anterior foi o de Transporte e Comunicação, destacando a redução no preço do álcool combustível (-5,80%). Pelo contrário, o grupo que mais pesou na variação do índice foi Habitação, influenciada pelas altas em água e esgoto (8,47%), condomínio (2,92%) e aluguel (0,71%).
Nos grupos Alimentos e Bebidas, a variação negativa de -0,66% decorreu dos seguintes itens: refeição (-0,96%), ovo de galinha (-12,25%), laranja-pera (-15,93%), filé mignon (-10,04%), arroz (-4,01%), tangerina (-38,35%), frango inteiro resfriado (-3,15%), linguiça (-6,20%) e banana caturra (-9,95%). Já o destaque de alta nos preços foi o café em pó (4,60%).
No grupo Transporte e Comunicações, além do comportamento do álcool combustível, a queda no preço das passagens aéreas (-4,93%) também foi significativa. No tocante ao álcool, ele foi o item que mais contribuiu (-0,20%) no resultado final do índice. De outra parte, foram apuradas altas em tarifa de ônibus intermunicipal (8,17%), automóvel de passeio e utilitário usados (0,54%) e conserto de veículos (1,46%).
Marcelo Antônio, pesquisador do Ipardes, reforçou que os combustíveis tiveram peso considerável nos últimos meses. Ele exemplificou que a alta acumulada foi de 30% apenas de janeiro a março deste ano, o que contribuiu para o índice alto acumulado nos últimos 12 meses. ''Nas três últimas semanas, no entanto, os preços foram caindo e, possivelmente, no próximo mês pegamos o valor total da queda'', estimou. O grupo Alimentos, assim como em maio, também teve bastante peso nos últimos 12 meses.
O técnico comentou que a tendência é que o índice de junho fique próximo ao de maio, ainda que haja a continuidade no movimento de queda dos combustíveis. A alta deve ser puxada por itens do grupo alimentos e vestuário, por conta das roupas de inverno.
Para o cálculo da inflação, o Ipardes coleta mensalmente, em Curitiba, cerca de 60 mil preços de produtos consumidos por famílias que ganham de R$ 545,00 a R$ 21.800,00.
Apesar de serem definidos por metodologias diferentes, o Índice de Preços ao Ao Consumidor aferido pelo Ipardes e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentam resultados bastante semelhantes: nos últimos 12 meses, a inflação acumulada pelo Ipardes ficou em 6,51%; pelo IBGE, foi de 6,55%. Ambos os índices ficaram acima do teto da meta inflacionária perseguido pelo Governo Federal, que é de 6,50%.


