Curitiba O consumidor já começa a sentir a queda de preços nos combustíveis na Capital e no Estado nos últimos dias. Depois da alta na gasolina provocada pela redução do porcentual de álcool de 25% para 20% e dos repasses que os usineiros fizeram para o álcool, o preço destes dois produtos começa a baixar na bomba. Mas, como março é data-base dos frentistas, o consumidor já deve começar a preparar o bolso. Isso porque, os custos com folha de pagamento devem ser repassados para o consumidor final.
Donos de postos consultados pela reportagem disseram que os preços caíram em função da concorrência e da queda nas vendas que aconteceram nas duas últimas semanas. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que a concorrência provoca uma acomodação nos preços.
Pesquisa divulgada ontem pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), aponta que o preço médio do litro da gasolina na Capital caiu de R$ 2,579 na semana de 5 a 11 de março para R$ 2,533 no período de 12 a 18 de março. Essa queda representa uma redução de 1,78% para o consumidor final. O levantamento da ANP apontou que a gasolina é vendida por um preço mínimo de R$ 2,39 mas já chegou a R$ 2,699 na semana de 5 a 11 de março. A margem de lucro média dos postos também caiu de R$ 0,30 para R$ 0,25. O preço médio cobrado pelas distribuidoras passou de R$ 2,273 para 2,282 nestas duas últimas semanas.
Em Londrina, o preço médio da gasolina permaneceu estável em R$ 2,66. O produto é vendido de R$ 2,49 a R$ 2,69. A margem média dos postos caiu de R$ 0,38 para R$ 0,36 e o preço médio praticado na distribuidora passou de R$ 2,27 para R$ 2,30.
No Paraná, a gasolina também apresentou queda, assim como, na Capital. Nas duas últimas semanas, o valor médio cobrado pelo litro deste combustível caiu de R$ 2,58 para R$ 2,55, o que representa uma redução de 1,16%.
Álcool Na Capital, o preço médio do álcool caiu de R$ 2,05 para R$ 2,00, o que significa uma queda de 2,43%. O produto é vendido pelos postos de R$ 1,81 até R$ 2,26. A margem de lucro média dos revendedores caiu de R$ 0,30 para R$ 0,20 e o preço médio praticado pelas distribuidoras passou de R$ 1,74 para R$ 1,79. Fregonese disse que, enquanto o preço de custo do álcool nas distribuidoras chega a ser de R$ 1,95, há postos vendendo o produto nas bombas por valores bem abaixo deste patamar. ''Voltou a prática da elisão fiscal. Está se sonegando tudo que se pode'', afirmou.
Em Londrina, o preço médio do produto se manteve estável em R$ 2,06. O produto varia de R$ 1,95 a R$ 2,09. A margem média dos postos caiu de R$ 0,29 para R$ 0,26 e o preço médio praticado pelas distribuidoras aumentou de R$ 1,77 para R$ 1,80.

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