Preço do trigo deve ser mantido em alta
A cotação da farinha de trigo especial já subiu cerca de 15% no Norte do Paraná. Segundo pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agronomia Luís de Queiroz (Cepea/Esalq) em janeiro a cotação da saca de 50 quilos estava na casa dos R$ 53, enquanto na semana passada a mesma quantidade do produto foi negociado por R$ 61. ''Não há parâmetros para quedas da cotação, o trigo - como commoditie - tem batido recordes históricos'', explicou Lucílio Alves, pesquisador do Cepea.
Ele informou que na última quarta-feira a cotação do trigo atingiu o maior preço da sua história: US$ 470,31 a tonelada na Bolsa de Chicago (EUA). Na quinta-feira, o custo recuou um pouco mas ficou em US$ 429,50 a tonelada. ''Desde 2007 o preço do trigo tem tido altas interessantes, as cotações externas subiram, houve quebra da safra 2006/07 e o mercado só voltou a se recuperar no segundo semestre do ano passado'', comentou. Outro fator que deve influenciar os preços no mercado interno é a importação do grão argentino, uma vez que no final de novembro aquele país fechou as exportações para o Brasil.
''Os moinhos estão recebendo agora o trigo negociado em novembro. Os preços vão depender do ajuste entre a demanda interna e a oferta'', explicou o pesquisador. O Brasil tem que importar cerca de 3,5 milhões de toneladas de trigo por ano e, por isso, depende da oferta argentina ou da americana que, mesmo com a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC), chegará com preços mais altos do que os dos da Argentina. Somente para efeitos de comparação, a cotação do grão no país vizinho está em US$ 186 a tonelada.(F.M.)





