Apesar de estar na entressafra, o preço do tomate apresenta constantes variações em Londrina. Ontem, a caixa do fruto foi comercializada com aumento de 11% e fechou cotada a R$ 14 (caixa de 20 a 25 quilos do tomate extra); já na segunda-feira, o tomate foi vendido com um deflator de 16% e ficou cotado a R$ 10. Durante toda a semana, a caixa de 3,5 quilos de tomate longa vida o mais consumido no Paraná foi vendida a R$ 4,38.
Geralmente, a baixa nos preços se deve à entrada no mercado do tomate rasteiro vindo de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. No Paraná, o plantio da safra tradicional tem início em agosto.
Neste período, segundo estatísticas da Emater, há o tomate safrinha que é plantado em áreas de micro-clima (onde não há incidência de geadas) comuns no Norte Pioneiro ou em estufas.
São cerca de 900 hectares que geram uma produção de 45 mil toneladas. O tomate safrão (cultivado no período normal) é plantado em 2,5 mil hectares, que produzem 115 mil toneladas.
No entanto, nem toda a produção estadual é consumida. A estimativa de perdas é de 30%. Esse percentual abrange todo ciclo da planta, desde a produção de mudas, passando pelo seu crescimento, classificação, embalagens e comercialização.
O Paraná é considerado auto-suficiente na produção de tomate e, inclusive, parte da safra colhida no Norte Pioneiro é exportada para São Paulo. Na entressafra, o Estado recebe o produto de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Esses Estados cultivam a variedade rasteiro mais usado no preparo de molho e massa de tomate que não se adapta ao clima paranaense. Já o longa vida é mais indicado para o consumo in natura e está sendo plantado pela grande maioria dos agricultores.
É o preferido dos produtores e consumidores porque demora mais tempo para apodrecer. No entanto, devido à diferença de preço a variedade rasteiro também está sendo usada para o consumo em saladas.
AgrotÓxicos O tomate é uma das plantas que mais recebe agrotóxicos durante todo o seu ciclo. São de 24 a 30 pulverizações em seis meses. O que os produtores devem fazer é observar o prazo de carência de colheita após a pulverização. Por isso, a Emater/PR está desenvolvendo um trabalho de conscientização junto aos produtores.
Segundo a Emater, a ingestão de agrotóxicos pode causar prejuízos à saúde como mal estar, vômitos, dores de cabeça e de estômago. Dependendo do grau de contaminação, a ingestão desses venenos pode evoluir para um câncer.
A má notícia é que não é possível eliminar todo o agrotóxico existente no fruto. Lavar e deixar de molho em água e vinagre elimina apenas a substância existente na casca, mas o veneno sistêmico (que está dentro do fruto) não pode ser retirado.

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