As cotações do petróleo superaram amplamente o patamar dos US$ 35 por barril ontem no mercado de futuros de Nova York. É o preço mais alto em dez anos, apesar do aparente apoio da Arábia Saudita para uma alta da produção pela Opep.
O barril de referência, light sweet crude, para outubro, ganhou US$ 0,49 e fechou a US$ 35,39. A cotação tinha subido na véspera US$ 1,07 e fechado a US$ 34,90. É o maior preço do petróleo desde a invasão do Kuwait pelo Iraque em 90.
O presidente americano Bill Clinton disse ontem que conseguiu apoio do príncipe herdeiro saudita Abdallah ben Abdel Aziz para uma alta da produção pela OPEP, a fim de fazer o preço do barril baixar.
O corretor da Prudential Bache, David Nesbitt disse que o mercado foi influenciado por rumores de que o príncipe herdeiro saudita prometeu a Clinton que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo decidiria domingo em Viena aumentar para 700 mil barris/dia sua produção.
Desta vez os operadores parecem decididos a julgar pelos fatos. ‘‘Os sauditas mostraram no passado incapacidade para executar promessas’’, disse um analista da Refco Energy. A Árabia Saudita disse em julho que aumentaria sua produção em 500 mil barris/dia se os preços se mantivessem altos, mas o mercado diz que o aumento de oferta foi de só 250 mil barris/dia, a metade do prometido.
Mesmo um aumento das cotas da Opep de 700 mil barris/dia pode ser insuficiente para acalmar o mercado, avaliam especialistas. O anúncio de um número maior também pode ser ineficaz para baixar o preço. Este efeito só viria após um ou dois meses da efetivação de um eventual acordo da Opep.

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