Curitiba - O preço do quilo do pão francês em Curitiba varia de R$ 3 a R$ 6,85 o que aponta uma diferença de 128,33% entre o menor e o maior valor. Os dados foram coletados através de uma pesquisa realizada pelo Procon-PR entre os dias 27 e 31 de outubro em 25 panificadoras da Capital distribuídas em cinco regiões e localizadas em 20 bairros diferentes além do centro. Os valores ficaram acima dos previstos pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná (Sipcep) que estimou entre R$ 4 e R$ 6 o quilo. O preço médio cobrado pelo quilo do produto é de R$ 4,44.
''Esta pesquisa é um instrumento útil para o consumidor, que está reclamando do aumento no preço do pãozinho desde o último dia 20, quando passou a ser vendido por quilo e não mais por unidade'', explicou a coordenadora do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro.
Ela considera a venda por quilo mais justa e acredita que a situação deve se estabilizar nos próximos dias, com a livre concorrência e promoções. ''O consumidor está pagando pelo que compra. O aumento não deveria ocorrer, mas é possível que algumas padarias vendessem o pãozinho com peso menor. Agora, não há mais a obrigatoriedade dele ser vendido com 50 gramas, podendo ter qualquer peso. Também não há tabelamento de preços, portanto, o consumidor precisa pesquisar'', afirmou.
A pesquisa mostrou ainda que 60% ou 15 panificadoras visitadas pelo Procon possuem uma balança para atender o cliente. Nos outros estabelecimentos foram encontradas de duas até sete balanças. A verificação da quantidade de balanças ocorreu devido a reclamações por parte dos consumidores quanto a filas na hora da compra.
O gerente do Procon em Londrina, Gerson da Silva, disse que por enquanto o órgão não planeja ação fiscalizatória em relação à venda de pão a quilo no município. Segundo ele, o órgão tem recebido reclamações - principalmente a respeito do preço - mas ele acredita que por enquanto, a fase é de adaptação ao novo sistema tanto para o comerciante como para o consumidor.
Planilha - O presidente do Sipcep, Joaquim Cancela Gonçalves, disse que cada panificadora tem uma planilha de custos. ''As padarias que não pagam os encargos sociais dos funcionários têm custos 47% menores mas são clandestinas'', destacou. ''A pesquisa do Procon é importante porque trouxe à realidade o preço do pão'', afirmou. Ele disse que não sabe se o preço de R$ 3 vai se sustentar e se o de R$ 6,85 vai se manter. ''O consumidor pode ser o seu próprio fiscal'', alertou.
Segundo ele, nas boutiques de pão, o preço é mais caro. Mas, quem vai decidir quanto quer pagar é o consumidor. De acordo com Gonçalves, nos supermercados, o quilo do pão está variando entre R$ 3,27 e R$ 4,50.
Na pesquisa da cesta básica realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o pão teve queda de 0,74%. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, o aumento do produto ainda não refletiu na pesquisa de outubro.

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