Ao contrário da previsão da Associação Paulista de Avicultura (APA), o preço do ovo no Paraná deve continuar estável durante o ano inteiro a exemplo do que ocorreu em 2003. Segundo a entidade, o produto subiu, em média, 25% no início deste mês em relação ao mesmo período de janeiro em todo País. O motivo alegado pela categoria é a alta no custo de produção e os prejuízos acumulados no exercício anterior.
Segundo Roberto de Andrade e Silva, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), a avicultura de postura no Paraná torna-se mais barata em comparação a outros Estados devido à facilidade de acesso ao milho, principal alimento das aves. ''No final das contas, todos têm dificuldade para repassar ao consumidor os eventuais aumentos no custo de produção'', explicou o técnico ao lembrar que, em 2002, o Paraná registrou redução no plantel de poedeiras e até mesmo fechamento de algumas granjas. O motivo: elevação acentuada no valor do milho vendido ao exterior.
Em dezembro do ano passado, o avicultor paranaense vendia a caixa com 30 dúzias de ovos brancos a R$ 30,18, na média, e no mês seguinte a R$ 30,80. Na primeira semana de fevereiro, a mesma quantidade era comercializada no atacado por R$ 32,60 e uma semana depois a R$ 34,17, ou seja, uma elevação de 4,8%.
Segundo ele, a produção brasileira é muito ajustada ao consumo e uma parcela insignificante é exportada.
O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de ovos com 3,1 milhões de poedeiras comerciais e 4,8 milhões de caixas de 30 dúzias. À sua frente estão Minas Gerais (11,2 milhões de poedeiras comerciais e 8,9 milhões de caixas com 30 dúzias) e São Paulo (29 milhões de poedeiras comerciais e 23 milhões de caixas de 30 dúzias) que também é o maior consumidor e, portanto, um dos ditadores de preço do produto no Brasil.

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