O óleo de soja, no varejo, estará mais caro a partir da próxima segunda-feira, previu ontem a Associação Paranaense de Supermercados (Apras). A alta do derivado é puxada pelos aumentos da matéria-prima. Com um mercado fortemente ativo durante toda a semana, registrando altas sucessivas na Bolsa de Chicago e nos preços internos do grão, os reflexos no bolso do consumidor eram previstos também pelos analistas da commodity. O óleo de canola, embora de menor consumo, também sofrerá aumento de preços, mais ou menos na mesma proporção.
Para se ter idéia da rápida ascensão dos preços internacionais, na última quinta-feira, no pregão da Bolsa de Chicago, a cotação do óleo chegou a subir 7%, fechando a 18,19 cents de dólar/libra-peso para os contratos com vencimento em agosto. Movimentação que foi influenciada pelas previsões de estiagem no Canadá - um dos maiores produtores de canola -, e na Malásia, forte produtora de óleo de Palma. Por serem concorrentes diretos da soja, altas nos preços dessas oleaginosas, com a possibilidade de menor oferta, puxaram também cotações da soja. A soja subiu por conta da estiagem que prejudicou a safra, em andamento.
Alta de 9% Para o vice-presidente estadual da Associação Paranaense de Supermercados da Região Norte (Apras), Ademar Vedoato, os reajustes, tanto no óleos de soja, quanto nos de canola, devem ficar em torno de 9% no mercado varejista.‘‘As variações de preço são diretamente relacionadas à movimentação de produção e importação, e consequência do custo a mais que a indústria está pagando pela matéria-prima’’, explicou Vedoato.
Segundo dados da Apras, em janeiro de 2000, a lata de 900 ml de óleo de soja custava em média R$ 1,10; em julho, passou para R$ 0,92. Neste ano, que começou com o produto a R$ 1,03, agora está sendo vendido, em média, a R$ 1,13 – para a próxima semana, setor prevê reajuste de 9,73%, com o consumidor pagando R$ 1,24 pela lata de óleo. O óleo de canola, o mais procurado pelos consumidores que querem ingerir produtos sem colesterol, também terá reajustes. No início do ano passado, média de preço era de R$ 2,26 pela embalagem pet de 900ml; em julho, produto teve relevante redução, sendo vendido a R$ 1,99. No início de 2000, a média de preço foi ainda menor, com vendas a R$ 1,87, mas atualmente estava sendo vendido a R$ 2,10, com previsão de reajuste de 7,69%, totalizando R$ 2,49.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o País processa diariamente cerca de 107.950 toneladas de oleoginosas. O Paraná lidera o ranking de processamento com 31.500 t/dia, seguido do Rio Grande do Sul, com 19.000 t/dia e São Paulo, com 14.700 t/dia. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul as marcas líderes em vendas são: Soya, Lisa, Sadia, Coamo e Perdigão, conforme a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

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