O baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e a possibilidade do racionamento de energia elétrica nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País foram os principais fatores para o aumento em 82,37% do preço do megawatt/hora (MW/h) de eletricidade no Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE). Esse reajuste refere-se à projeção da tarifa de maio em comparação à eletricidade do mês passado e compreende apenas 15% de energia negociada fora dos contratos de longo prazo entre as geradoras e as distribuidoras.
Os dados foram publicados ontem no site www.mae.com.br e representam a expectativa do mercado de energia para os próximos 30 dias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que este preço para maio é recorde histórico no comércio de energia no atacado.
Na próxima quinta-feira, em Brasília, o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, vai apresentar os resultados das cotas de consumo de energia elétrica. Com base nesses estudos feitos pela agência reguladora será decidida a parcela que cada consumidor vai ter de reduzir nos setores industrial, comercial e serviços, residencial e rural.
A energia comercializada pelo MAE representa o suprimento fora daquilo que foi contratado pelas distribuidoras a longo prazo. Ou seja, é a eletricidade que a concessionária adquire quando não tem mais o produto contratado para repassar ao consumidor.
Essa eletricidade é mais cara porque se dá num comércio de livre negociação de preço e quantidade do produto a ser adquirida. Uma família que tem receita mensal de R$ 1 mil e despesas equivalentes a R$ 1,5 mil, para quitar a dívida terá de recorrer a empréstimo bancário ou ao cheque especial. Estes recursos excedentes custam mais caros. O mesmo ocorre no mercado de energia.

mockup