Preço do material de construção dispara
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sexta-feira, 11 de maio de 2001
Emerson Cervi De Curitiba 
O mês de abril registrou a maior alta no Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil em Curitiba. O lote básico de materias de construção teve um reajuste de 1,09% no mês. Esse foi o maior aumento dos últimos 12 meses. Como o setor já estava trabalhando com margens reduzidas, especialistas acreditam que haverá repasses para os preços finais dos imóveis.
Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) em Curitiba, Erlon Rotta Ribeiro, o setor precisa de um reajuste de cerca de 20%. Claro que ninguém em um momento de crise como este poderá repassar todo o índice de uma só vez, mas a tendência nos próximos meses é de encarecimento gradual dos preços de imóveis em Curitiba, afirma.
Os insumos da construção civil que mais subiram foram cimento, aço e vidro. Esses produtos são fabricados por oligopólios ou monopólios que reajustam os preços sem justificativa interna e a indústria da construção civil fica refém dessas empresas, lamenta Ribeiro.
Algumas matérias-primas da construção civil são commodities internacionais. Com a elevação do dólar, os preços para mercado interno também são elevados. Segundo Ribeiro, não se justificam os aumentos para o mercado interno porque a mão-de-obra dessas fábricas não é dolarizada, assim como todos os outros insumos. Com o aumento dos custos de produção, as construtoras estão repassando o aumento ao preço final dos imóveis. O CUB por metro cúbico de construção de imóvel domiciliar básico em Curitiba passa a R$ 523,86. Com o aumento, um apartamento de dois quatros, com 64 metros quadrados passa a custar R$ 33,5 mil, apenas considerando a mão-de-obra e materiais.
Em alguns produtos o reajuste no mês de abril passou dos 10%. É o caso da porta almofadada, com 13,28% e a dobradiça em latão cromado, com 11,15%. O vidro de 4 milímetros teve aumento de 4,95% em abril e já acumula 11,11% de reajuste nos primeiros quatro meses do ano. Nos últimos meses, os principais produtos utilizados na construção civil tiveram reajustes acima do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).


