Preço do leite sobe até 44% para o consumidor
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O preço do leite subiu em média 31,91% desde o início do ano até o final de maio. A pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) leva em conta o tipo C e o longa vida. O levantamento diário de preços realizado pelo serviço Disque Economia mostra que entre 5 de janeiro e 10 de junho o leite longa vida integral subiu 44,06%. O preço do litro do produto subiu de R$ 1,43 para R$ 2,06. O longa vida desnatado passou de R$ 1,44 para R$ 2,06, o que presenta um aumento de 43,06%. Já o tipo C passou de R$ 1,17 para R$ 1,40 ou um aumento de 19,66%.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Disque Economia, o leite longa vida integral era vendido ontem entre R$ 1,88 e R$ 2,28, o longa vida desnatado entre R$ 1,89 e R$ 2,28 e o tipo C variava de R$ 1,28 a R$ 1,58.
O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que os motivos que afetaram o preço do leite foram os problemas climáticos, principalmente a estiagem, que prejudicou a produção e aumentou o custo do produtor que teve que utilizar ração com a redução das pastagens.
No entanto, ele destacou que o preço pago ao produtor ficou praticamente inalterado. Em janeiro, o produtor recebia R$ 0,54 e em maio R$ 0,59. Segundo Silva, agora há uma pressão dos produtores para aumentar o preço do produto. Ele acredita que, provavelmente, a indústria e o varejo é que estão ganhando com estas elevações de preços.
O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite), Wilson Thiesen, lembrou que a queda na produção a partir de março foi muito acentuada com a seca nos três Estados da Região Sul do País. ''O outono diminuiu as pastagens e as geadas pioraram e não permitiram plantar aveia e azevém (tipo de gramínea) que sustentam o gado'', destacou.
Ele explicou ainda que os valores atuais representam uma recomposição de preços. Segundo ele, os produtores estão reivindicando aumento nos preços pagos. Agora, Thiesen prevê que o valor vai depender do volume de produção.
O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, disse que os preços estão subindo de forma exagerada. Segundo ele, quando os supermercados fazem promoções trabalham com margem de lucro próximo de zero. Ele informou que só o custo da embalagem é de R$ 0,74. A este valor soma-se o custo do produto (R$ 0,59) mais impostos, processamento, armazenamento e transporte.


