Preço do GLP vai aumentar em 15%
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sábado, 29 de dezembro de 2007
Nicola Pamplona e Kelly Lima<br>Agência Estado 
Rio - A Petrobras vai aumentar em 15% o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, a partir de 1º de janeiro, segundo as distribuidoras deste combustível. O reajuste vale apenas para o GLP destinado aos segmentos comercial, industrial e grandes condomínios. Para os botijões de 13 quilos, usados em residências, não haverá mudanças. Trata-se do primeiro reajuste em mais de quatro anos, refletindo a disparada das cotações do petróleo nos últimos meses. Até as 18 horas de ontem, a estatal brasileira não havia informado oficialmente sobre o aumento.
O reajuste foi comunicado às distribuidoras de GLP em e-mail enviado ontem à tarde. Desde abril de 2003, quando a cotação do petróleo se situava em torno dos US$ 25 por barril, a companhia mantinha inalterados os preços do gás de cozinha, em uma política de subsídio ao consumidor de baixa renda. Com os reajustes anunciados ontem, a política é praticamente mantida, uma vez que os impactos se darão apenas sobre comércio, indústria e condomínios residenciais, principalmente em São Paulo, que usam grandes botijões de 45 quilos.
Esse tipo de vasilhame, que hoje custa cerca de R$ 130, terá um aumento de R$ 19,5. Representantes das distribuidoras afirmam que o repasse será integral. Especialistas alertam para o risco de pequenos aumentos também nos botijões de 13 quilos, uma vez que a rede de revenda pode aproveitar o momento para recuperar margens. Atualmente, o botijão custa pouco mais de R$ 30, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A divisão entre os preços do GLP foi instituída em 2002, justamente para permitir à estatal manter políticas diferenciadas para as diversas classes de consumidores. Hoje, o GLP para outros usos custa 12% a mais do que o vendido para engarrafamento em botijões de 13 quilos. O último reajuste no preço dos botijões pequenos foi promovido em janeiro de 2003, quando foi aumentado em 8%.


