Rio O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) afirmou ontem que, ao contrário do que disse o secretário de Acompanhamento Econômico, José Tavares, o preço do gás no mercado internacional não tende a cair a partir de setembro. ''Normalmente, o preço do gás no mercado internacional sobe no final do ano, em função do inverno no hemisfério Norte'', disse o presidente da entidade, Lauro Cotta.
Tavares disse anteontem que a queda no preço internacional e a nova regulamentação do setor, em estudo pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), iriam provocar uma redução no preço do botijão de gás. '' O preço do gás tende a subir lá fora'', reiterou Cotta.
O Sindigás representa as grandes empresas do setor e pediu uma audiência com Tavares para apresentar sua proposta de regulamentação. A entidade defende a ampliação do subsídio às camadas mais pobres e a redução da carga fiscal, como medidas que provocarão uma queda no preço do produto, uma da principais preocupações do governo neste momento.
Cartel As empresas do Sindigás são alvo de investigações sobre cartel no âmbito do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Segundo documentos entregues à ANP e à Secretaria de Direito Econômico (SDE), as empresas costumavam combinar preços e impedir descontos em determinados mercados. Em entrevista concedida anteontem, Tavares chegou a classificar o setor como ''um grande cartel''.

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