Curitiba - O consumidor paranaense vai pagar mais caro pelo botijão de gás de cozinha de 13 quilos. De acordo com o Sindicato das Revendedoras das Distribuidoras de Gás do Paraná (Sinregás), o valor pode subir até em R$ 5. A previsão é que a unidade custe entre R$ 38 e R$ 40, ante os R$ 35 pagos em Curitiba até o início da semana.
O reajuste de 15% imposto pelas distribuidoras surpreendeu as revendedoras. Segundo o presidente do Sinregás, José Luiz Rocha, foi de uma hora para outra, sem aviso. ''Nós não temos como segurar o preço para o consumidor porque trabalhamos com estoque limitado, de giro rápido. Já começamos a repassar o aumento'', explica. Ele também afirma que o aumento não é apenas no Paraná. 'Está aumentando em outros estados também'', diz.
Rocha afirma que a melhor opção para o consumidor é pesquisar onde há o melhor preço. ''O mercado é livre e o preço varia conforme a concorrência entre distribuidoras'', indica. O representante das revendedoras alerta para a clandestidade de alguns estabelecimentos. Existem cerca de 8 mil pontos no Paraná - praticamente o dobro dos locais oficiais e cadastrados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). ''Além da falta de segurança com que estes locais manipulam os botijões, o preço cobrado costuma ser o mesmo do mercado e os botijões frequentemente são adulterados. Para acabar com isso depende de uma fiscalização mais apurada e da denúncia da população'', aponta.
As companhias alegam que repassaram os custos operacionais inflacionados pelos dissídio coletivo dado em setembro de 2008 e que o preço estava represado desde o ano passado. Em agosto de 2008, houve aumento do preço do botijão em cerca de R$ 1. Na ocasião, o motivo foi a parada de produção na Refinaria de Getúlio Vargas. Este é o primeiro aumento do ano. O sinregás ainda não tem informações sobre um possível reajuste nos valores do gás industrial que é o trabalhado em condomínios.
A reportagem da FOLHA procurou o Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás (Sindgás), mas a assessoria de imprensa informou que a entindade não se manifesta sobre aumento dos preços já que o mercado é livre. A Sindgás representa sete distribuidoras que detêm 90% do mercado brasileiro: Amazongas, Fogás, SHV Gás brasil, Nacional Gás Butano, Liquigas, Repsol Gás, e Ultragás.
Reajuste de 12,5%
Em Londrina alta dos botijões também pegou de surpresa as revendas. O índice de reajuste do botijão de 13 kg é de 12,5%. O revendedor Eli Martins, da Águia Gás, já repassou o novo valor ao consumidor que passou a pagar R$ 34,00 pelo produto. Os preços, segundo ele, podem sofrer diferenças de acordo com o horário e a distância da entrega. O valor máximo é de R$ 36,00.
O novo valor do gás, na avaliação de Martins, era esperado pois o preço estava defasado - ''pelo excesso de concorrência no setor'' - não acompanhando o reajuste dos combustíveis nos últimos anos. ''O preço agora está apenas voltando ao normal'', justifica. (Colaborou Eli Araújo)

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