O botijão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) já pode ser encontrado por até R$ 32,00 em algumas revendas de Londrina. Muitas, ainda trabalham sem o reajuste denunciado na sexta-feira, mas com a expectativa de alta nos próximos dias. Ontem à tarde, uma ligação anônima para a Folha informou sobre uma suposta reunião realizada no final de semana, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, entre representantes das principais distribuidoras de gás do País para decidir sobre o aumento conjunto do preço do botijão de 13 kg do gás de cozinha.
A suposta reunião das distribuidoras em Araucária caracterizaria crime contra a ordem econômica. Um pedido de investigação das distribuidoras de gás já foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por meio da Secretaria de Direito Econômico, por possível formação de cartel.
Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigas), nenhuma reunião foi realizada no final de semana para discussão sobre o preço do botijão de 13 kg. Ainda segundo a assessoria do Sindigas, não houve nenhum fato que motivasse tal aumento. Para a entidade, as denúncias encaminhadas à Folha estariam sendo motivadas por descontentamento de alguns revendedores quanto à perdas de benefícios ocasionalmente dados pelas distribuidoras.
Na sexta-feira, a reportagem da Folha já havia investigado a denúncia de uma revenda da cidade sobre a alta de R$ 2,50 determinada pela distribuidora Nacional Gás Butano. O reajuste deveria ser adotado por todas as demais distribuidoras a partir do início desta semana. Ontem, em nova denúncia, a empresa foi acusada de estar forçando as outras distribuidoras a não vender botijões para as revendas de 'bandeira branca'. A 'bandeira branca' foi permitida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para forçar maior concorrência no setor e consequentemente, preços menores para o consumidor.
A Nacional Gás Butano foi procurada pela reportagem da Folha para responder às acusações dos revendedores londrinenses, mas o superintendente do setor de gás da empresa, Maurício Martins, não pôde atender às ligações.

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