A indústria avícola do Paraná começa a ganhar fôlego com a lenta recuperação do preço do frango. O quilo, que custava R$ 2,40 em outubro do ano passado, chegou a R$ 1,50 no primeiro trimestre e hoje está em R$ 1,60. Segundo Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), o excesso de oferta em janeiro e fevereiro aliado à antecipação do abate no outono e à elevação no custo de produção derrubaram a tabela no mercado.
  A saída encontrada pelos quatro maiores produtores nacionais – São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – foi reduzir em 10% o número de alojamentos para pintinhos. Nesse meio tempo, as empresas que dependem exclusivamente do consumo interno chegaram perto do vermelho. ‘‘A salvação foi a exportação que continua crescendo para alívio da contabilidade’’, disse Martins.
  Dos 26 frigoríficos instalados no Paraná, 19 já exportam e a intenção do Sindiavipar é que esse número aumente até dezembro. O objetivo, de acordo com Martins, é transformar o Paraná no maior exportador de frango do Brasil. Nesse quesito, o Estado só perde para São Paulo. Até agora, somos o principal produtor de aves e detentor de alojamentos do País.
  Para alcançar essa meta, os empresários precisarão se adequar aos padrões internacionais fiscalizados pelo Ministério da Agricultura. O interesse pelo mercado externo, no entanto, não prejudicará a oferta e o preço no mercado brasileiro, garante o Sindiavipar. De acordo com Martins, o consumo de frango no Brasil é estável há anos e a baixa renda do trabalhador não permite que o preço suba muito. ‘‘Gostaria que ele voltasse aos R$ 2,40 de outubro passado, mas acho que ele não vai passar de R$ 1,90 nos próximos três meses’’.

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